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segunda-feira, 11 de junho de 2012

saudades apertam cada vez mais.

  Existe na minha vida uma figura muito especial e inesquecível, porém, não vou identificá-la, vou apenas dizer que é um rapaz. É difícil para mim explicar como o conheci, pois nunca consegui explicar exactamente como "nasce" uma amizade, sei apenas que começámos a falar muito por telemóvel, a estar muitas vezes juntos e daí nasceu uma grande amizade. Uma amizade que mais tarde se transformou em amor, mas que por medo de ambas as partes, ficou por uma simples amizade, ou melhor, neste momento, reduzimos-nos a meros conhecidos.
  Ainda não desisti de recuperar esta amizade, pois como mencionei, este é um rapaz especial. Ele esteve para mim quando mais ninguém estava, apoiou-me, ouviu-me, defendeu-me, confiou em mim, enfim, fez tanta coisa por mim. A nossa cumplicidade e confiança era notória. Mas o amor que começámos a sentir um pelo outro foi destruindo a amizade e a confiança.
Ele é um rapaz diferente dos outros, ele preocupa-se com as pessoas, é meigo, é sincero, é humilde, é respeitador e um pouco misterioso. Quer dizer, ele mudou. Ele tornou-se frio e insensivel. A cabeça dele é algo que nunca vou conseguir decifrar e na minha opinião, há muitos segredos escondidos no seu interior. No entanto, apesar de ele ter mudado, continua a ser uma das pessoas que mais admiro, sem dúvida. Só queria que ele voltasse a ser como era. Ele deixou de confiar em mim e não entende que é muito importante para mim. Por mais textos que escreva para ele, por mais conversas que eu tente ter com ele, ele não entende e já desistiu da nossa amizade. Ele tinha prometido que nunca me ia abandonar e não cumpriu, mas eu vou cumprir, quando ele precisar, eu estarei aqui e ele aí, talvez se arrependa de me ter magoado com certas palavras e actos.
Basta lembrar-me de como a nossa amizade era perfeita e as lágrimas começam a escorrer-me pelo rosto, pois a saudade aperta. Sinto falta de todas as mensagens, de todos os sorrisos, de todas a brincadeiras, de todos os momentos, mas essencialmente DELE.
Concluindo: preciso dele para me sentir completa e dava tudo para que a nossa amizade voltasse.
Bé Silvestre

quinta-feira, 24 de maio de 2012

admito, não consigo avançar sem ti.

   Sim , confesso que tenho tido saudades. Saudades da nossa linda amizade , de seres como um melhor amigo , de confiares em mim , de me contares tudo , das nossas brincadeiras , da tua preocupação , das nossas conversas , enfim , saudades de tudo.
   Neste momento , não confias em mim , não sei muito bem porquê , mas gostava de o saber...tu andas mal , daí andares a falar mal a toda a gente , mas devido à falta de confiança em mim , não me contas o porquê.
   Tu mudaste , já não és o rapaz meigo , brincalhão e preocupado que eras , agora és frio e bruto...
   Eu vou continuar aqui para ti , mesmo que continues a tratar-me mal , porque sinceramente não me consigo "libertar-me" de ti, nem da nossa amizade. Sim , tu marcaste-me imenso , daí não conseguir abandonar-te. Quando precisares serei a 1ª a estar lá e aí , vais arrepender-te de tudo o que me disseste...
   Tu sabes , eu já to disse , mas volto a dizer , queria que tudo voltasse! Eu necessito da tua amizade , acredita que me fazes muita falta. Faz-me falta alguém de confiança como tu , porque a ti sim , eu era capaz de contar tudo , porque sabia que ias ouvir-me e aconselhar-me da melhor forma possível.
Bé Silvestre

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Gaiato ♥

Hoje estava a pensar,
Deu-me uma grande vontade de montar...
Senti saudades da adrenalina,
De a cavalo subir uma colina.

Nunca mais subi para outro dorso,
Sei que iria sentir um grande remorso.
Provavelmente nunca mais conseguirei montar,
Pois já não consigo acreditar.

Dentro de mim já não há paixão,
Desapareceu a emoção.
Era contigo que isto existia,
Entre nós havia telepatia.

Um dia tudo mudou
E "algo" nos separou.
Levaram-te para longe de mim
E foi o fim.

Não foi o fim do sentimento,
Algo tão forte não "foge com o vento".
E eu prometi que a distância não ia destruir
Tudo aquilo que conseguimos construir
E vou cumprir.


Eu era feliz contigo,
A ti podia chamar "amigo".
Agora tudo se resume a saudade,
Que tento ultrapassar com grande dificuldade.

Bé Silvestre

domingo, 22 de abril de 2012

medo da amizade

   É triste olhar à volta e não ver ninguém.
   É triste ver que aqueles que consideravas "grandes amigos" eram, afinal, grandes falsos.
   É triste ver que à "grandes amigos" que apesar de não serem falsos se afastam de ti. Nesse momento, vês que não há ninguém com quem possas desabafar e com quem possas partilhar alguns segredos.
   Depois tens os chamados "amigos" que apesar de estarem sempre contigo, sentes que há certas coisas que não podes contar. E porquê? Porque queres é falar com aqueles que se afastaram de ti...
   No meio disto tudo, há sempre um alguém que nos surpreende e em quem começamos a confiar, e que acaba por se tornar um "grande amigo".
   No fim, há novamente um alguém que me "abandona".
   Mas eu já vivi esta situação tantas vezes que até já tenho medo de fazer amigos, tenho medo de me desiludir de novo e de chorar mais. E ter medo de fazer amigos é uma coisa má.
   Tenho medo de contar as minhas coisas e arrepender-me. Já não sei em quem confiar, por isso, por vezes, prefiro ficar calada. O que também não é bom, porque precisamos sempre de alguém com quem falar.
   A pessoa que diziam que me ia "dar uma facada nas costas" é a única que tem estado lá SEMPRE para mim...irónico não?
   Não sei sinceramente se este texto faz sentido, não sei se vão perceber o que tentei expressar, não sei se alguém se identifica, mas foi o melhor que consegui escrever neste momento.

Bé Silvestre

domingo, 8 de abril de 2012

free

   Era noite, não sei a que horas. Os meus pés estavam sobre a areia molhada, senti uma pequena onda rebentar suavemente sobre eles, olhei-os e sorri. Não sabia se estava a sorrir por causa do impacto da água gelada sob os meus pés ou porque simplesmente me apetecia sorrir...
   Comecei a caminhar ligeiramente, com os fones nos ouvidos...também não me lembro qual era a música, mas sei que era uma das minhas preferidas. Olhei à minha volta e não vi ninguém. O meu primeiro pensamento foi "Esta praia é só minha por um bocadinho!", sorri de novo.
   Senti a suave brisa de Verão e respirei fundo. Naquele momento sentia-me bem, sentia-me livre...!
Bé Silvestre