Pois é, não meto os pés no blog à quase meio ano. A verdade é que já não me sinto muito confortável em escrever aqui, porque muita gente que conheço tem conhecimento deste blog e eu não me sinto à vontade para expressar-me livremente. No entanto, achei que devia escrever aqui qualquer coisinha neste novo ano, porque afinal de contas, este blog é uma parte da minha vida à cerca de 4/5 anos e ajudou-me muitas vezes a ultrapassar os meus problemas e as minhas crises existenciais. Era aqui que eu desabafava tudo e mais alguma coisa.
2015 chegou ontem ao fim e eu não podia estar mais contente com isso, porque realmente não foi um ano bom. Foi um ano muito complicado e está, sem dúvida, no top dos meus piores anos. 2012 e 2015 foram os piores anos da minha vida até agora. Para ser sincera, nem sei qual foi pior. Apesar disso, tive momentos muito bons este ano e, infelizmente, só me apercebi disso ontem quando fui ver fotos que tirei ao longo do ano. Mas mais vale tarde que nunca, não é verdade?
Considero que 2015 foi um ano crucial na minha vida devido a todas as aprendizagens que me proporcionou, que me serão úteis para o resto da minha vida. Este foi um ano de muitas mudanças na minha vida e mesmo em mim, além de que foi um ano de ruptura com certas coisas do passado. Aprendi muito sobre mim própria e acerca do mundo. Aprendi (e continuo a aprender) a sair da minha zona de conforto, a enfrentar as dificuldades e a viver a vida com uma atitude positiva. Foi um ano duro, sim, mas ajudou-me a crescer ainda mais. Talvez isto tudo fosse necessário para me tornar ainda mais forte. No entanto, espero mesmo que 2016 me dê uma pausa e que seja um ano muito melhor e que me traga muitas coisas boas. Farei por isso.
Feliz ano novo!
Bé Silvestre
Nos últimos tempos tenho escrito e lido imenso em inglês e sinto que, de certa forma, ando a menosprezar um pouco o português. Por isso, aqui estou eu, a escrever um texto em português, porque apesar de tudo, é a minha língua e quero manter o meu vocabulário, que até é razoável, mais do que a maioria das pessoas, que já só sabem falar calão. Já faz um tempo e sinto as repercussões disso, tenho muito mais dificuldade em escrever, em decifrar o que quero dizer e em encontrar o vocabulário correcto. A verdade é que, por alguma razão, eu adoro inglês. O que para muitos é uma língua vulgar, para mim é uma língua bonita e, sem dúvida, a minha preferida. Às vezes sinto que é como se fosse a minha língua nativa, não sei explicar...
Confesso que sou apaixonada por línguas. Um dos meus objectivos de vida é aprender mais línguas. Sei, obviamente, português e inglês. O meu francês está um pouco enferrujado, mas é algo que eu tenciono trabalhar este Verão. Quero aprender espanhol, porque ao contrário da maioria dos portugueses, não acho que seja igual ao português, consegue, até, ser bastante traiçoeiro. Por algum motivo, sempre tive curiosidade em aprender alemão, apesar de a maior parte das pessoas a considerarem uma língua feia e difícil. Gostava de aprender muito mais do que essas, na verdade. Mas a língua que desde que me lembro que quero mesmo aprender é italiano. É uma língua que me fascina completamente. Tem um ritmo e uma musicalidade incrível! Ainda não fiz por a aprender porque sou um monte de esterco preguiçoso. A preguiça é um problema com que me venho a debater ao longo dos anos e que tenho tentado ultrapassar.
Durante alguns anos e até à pouco tempo, estava convencida que ia ser tradutora. Mas as dúvidas surgiram. Sem dúvida que até é uma coisa que gosto, mas há dois problemas: não há grande futuro nessa profissão hoje em dia e não sei se me via a fazer isso a minha vida toda. Nem sei se me via a fazer a mesma coisa, seja ela qual for, a vida toda, mas isso já é outra história. Sou aquele tipo de pessoa que adorava experimentar várias coisas, mas o mundo está feito de uma forma que, pelo menos a meu ver, se queremos ter sucesso, o melhor é especializar-nos numa coisa e sermos os melhores nessa coisa. Uma das milhares de milhões de coisas que eu considero que está mal no mundo.
Este é provavelmente um dos textos mais "random" que eu já escrevi, mas sabe bem escrever um texto que não é deprimente, como de costume. Só me queixei um bocadinho de nada, portei-me bem a escrever isto! Temas deprimentes não me faltavam, no entanto, e eu já disse isto uma vez aqui no blog, escrever sobre as coisas faz com que eu tenha de reflectir sobre elas e eu simplesmente não quero. Não é por "fugir" dos problemas que eu os resolvo, eu sei, mas isso é tudo mais bonito na teoria. Além disso, é Verão, estou de férias, só quero aproveitá-las bem!
Bé Silvestre
Neste momento vivo para a escola. Passo literalmente todos os dias a estudar até tarde, tudo para terminar o secundário com boas notas. A maior ironia é que eu nem sei o que quero fazer a seguir. É esperado de mim que eu vá para a faculdade, mas, apesar de gostar de imensos cursos, sinto que nenhum deles se adequa mesmo na perfeição a mim, consigo sempre arranjar defeitos para todos os cursos que me interessam minimamente. Quem me dera ser daquelas pessoas que sempre soube o que queria ser e que foi com isso até ao fim, sem dúvidas, sem hesitações. Não quero ir para um curso que, mais tarde, me arrependa...para me porem a estudar que nem uma louca mais 3 anos, tem de ser por algo que realmente valha a pena, porque, de outra maneira, não aguento psicologicamente. Sou uma pessoa demasiado stressada e ansiosa, eventualmente iria ter um esgotamento nervoso ou algo do género. Por outro lado, também não quero ir trabalhar já. Tudo o que eu sei, é que quero um futuro. E isto frustra-me tanto, porque tenho de tomar esta decisão rapidamente e eu não tenho mesmo a mínima noção do que fazer...

Sinto-me uma merda, sinto a minha vida a passar-me ao lado. Acho que passo mais tempo a fugir da vida do que a vivê-la. Não faço nada de produtivo. Já nem me divirto. Sinto-me tão perdida. Estou cansada. A literalmente todos os níveis. Na realidade, estou exausta mesmo. Estou farta de tudo. Estou a desesperar. O stress e a ansiedade estão a apoderar-se de mim. Sinto que não tenho nada de bom na vida, o que é egoísmo, comparado com tantas outras pessoas pelo mundo que têm muito menos que eu e passam por coisas bem piores que eu e, mesmo assim, são felizes.
Tenho pessoas comigo, mas parece que não é suficiente, parece que me falta algo...sinto-me sozinha, sinto que ninguém se preocupa comigo...Eu nem tenho palavras para descrever o quão mal me sinto...sinto-me tão pequenina, tão insignificante, tão desamparada...
Eu só queria deixar de sentir estas coisas horríveis, quero ser feliz, é pedir muito?
Bé Silvestre
Há imenso tempo que não escrevo sobre os meus sentimentos...Provavelmente porque para escrever sobre eles, tenho de reflectir sobre os mesmos e, sinceramente, isso não é algo que eu goste de fazer com frequência. É demasiado avassalador, doloroso e desgastante.
Tentei pensar em tudo o que eu queria falar neste texto e o que me ocorreu assim mais de repente foi a data de hoje, Londres, faculdade e aquilo que sinto em geral. Mas só de pensar em desenvolver cada um desses temas...exige demasiado de mim e das minhas emoções. Não consigo, não quero pensar, não sentir. Desisto. Vou ter de escrever esse texto noutra altura. Ao menos tentei...
Bé Silvestre
Há muitos anos que quero ir a Londres. Não me perguntem porquê, mas é uma cidade que me fascina, apesar de eu nunca ter lá ido...estranho não é? Querermos tanto ir a um sítio que nunca fomos, afirmarmos que determinado sítio nos fascina...não compreendo muito bem como isso pode ser possível, mas a verdade é que todos temos um, ou até mesmo vários destinos de sonho e, no entanto, tudo o que sabemos e conhecemos sobre esses sítios são apenas testemunhos e fotos. Na realidade, Londres não é a minha viagem de sonho, ou melhor, é uma das...está, muito provavelmente, em 3º lugar. Em 2º lugar está Nova Iorque e, a minha viagem de sonho, aquela mesmo que tenho em mente desde muito pequena, é a Tailândia. Desde muito antes do terramoto de 2004 que quero lá ir, tendo em conta que ainda nem 18 anos tenho, é só fazer as contas...
Viajar é umas das coisas que eu quero fazer na vida. Viajar muito. Conhecer novas culturas, novas pessoas, novas formas de estar na vida, novas coisas, coisas diferentes...E não quero ser turista. Não quero visitar apenas os sítios turísticos aos quais toda a gente vai, porque isso é uma espécie de "fachada", que mostra um mundo perfeito, quando na realidade, não o é. Nenhum sítio é perfeito, o que não é mau. O imperfeito é bom, é real. Eu quero ver realmente as coisas, quero ver tudo e não só as atracções turísticas, quero misturar-me. Não há melhor forma de conhecer realmente outras culturas. Quero ter em mim um bocadinho de todas as culturas dos sítios que eu visitar. É muito irreal querer dar a volta ao mundo? Provavelmente? Mas o que é a vida sem sonhar?
Este paleio todo para dizer que dia 14 deste mês, ou seja, daqui a 2 dias, vou para Londres. Vai ser mais um sonho realizado. Desta vez vou conhecer as atracções turísticas, mas quando lá voltar, quero realmente misturar-me, ir a sítios desconhecidos para os turistas. Estou tão feliz e ansiosa, porque realmente estou a precisar de sair de Portugal, evadir-me da realidade, conhecer coisas novas, esquecer tudo, nem que seja por apenas uns dias...e quando voltar para Portugal, quero escrever sobre tudo o que vi, tudo o que senti, enfim, tudinho. Porque eu vou precisar de explodir a alegria de dentro de mim e escrever é o meu maior refúgio.
Bé Silvestre