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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

please, don't go

   Toda a gente me diz que tenho de me mentalizar...mas como? Como é que é possível alguém se mentalizar que alguém que ama pode morrer? Invejo as pessoas que o conseguem fazer, mas, por outro lado, não percebo tamanha frieza...Como é que é suposto alguém aceitar que vai deixar de ver, tocar e abraçar alguém que ama e deixar de poder conversar com ela? Num minuto, essa pessoa pode estar aqui e, no segundo a seguir, já não. Isso assusta-me tanto. Não vou aguentar se...Estou mesmo a bater mal...
Bé Silvestre

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

stay...

   Sei que, por vezes, pareço não me importar com as pessoas, mas importo e muito...muitas das vezes, não o sei demonstrar e, além disso, confesso que tento não estar demasiado próxima de ninguém, para depois não sofrer. Parece parvo e difícil de perceber para a maioria das pessoas, mas foi uma defesa que eu criei...de qualquer maneira, por muito que eu tente não me apegar, para não passar por toda a dor de novo, família é família, e parte dela será sempre especial. Não falo de família que não quer saber de mim para nada, porque dessa, eu também não quero saber minimamente. Trata-se de família que, apesar de tudo, esteve lá sempre quando eu precisava e não há melhor exemplo disso do que tu...tu passaste por tanto na vida, tanta porcaria, tantos obstáculos, mas nunca desististe, nem baixaste a cabeça, lutaste e ultrapassaste sempre tudo...Deste o teu melhor para criar a avó, com esforço e dedicação, de forma a dar-lhe tudo o que podias...anos depois, ajudaste a criar a minha mãe e a minha tia e, passado mais alguns anos, ajudaste a minha mãe a criar-me. És uma mãe para todas nós...és o maior exemplo de força e coragem que alguém pode ter! Sempre tiveste luz própria, não sei explicar...Lembro-me que ainda à pouco tempo atrás, apesar da tua idade, ainda fazias ginástica, saltavas à corda, fazias contas de somar/subtrair/dividir/multiplicar...haverá alguém mais forte  e determinada do que tu? Toda a gente ambiciona chegar à tua idade e fazer tudo sozinha e ser tão independente como tu eras até à bem pouco tempo atrás...
   Estou com medo de te perder, todos estamos...será egoísta da minha parte querer que fiques? Sei que não poderei ter-te muito mais tempo, a idade não perdoa, mas não vás já...eu não estou preparada para te perder e não sei se algum dia estarei...Nem sabes o quão arrependida estou de tanta coisa...Estou super atordoada, não estava nada à espera disto...Estou tão perdida "vó Lela"...Não aguento passar por isto tudo de novo...Fica.
Bé Silvestre

domingo, 25 de janeiro de 2015

kinda lost

   Hoje em dia, são poucas as coisas às quais me apego, mas quando me apego, é a valer mesmo. E, por algum motivo, eu tenho a tendência a sair a perder em todas as situações, ou seja, perco tudo, até as pouquíssimas coisas a que me apego…Acabo por ficar à toa, sem rumo, sem algo que dê sentido à minha vida, por mais pequeno que seja…Talvez a culpa seja minha, por tentar fazer-me sempre de forte à frente de toda a gente, quando na realidade não o sou, e as pessoas esquecem-se que também tenho sentimentos.
   Não tenho vontade de fazer nada, a não ser cair num sono profundo e acordar só daqui a muito, muito tempo…(Agora entendo porque é que a “Bela Adormecida” sempre foi a minha princesa favorita da Disney.) Para agravar tudo, estou a entrar em época de testes, o que significa muito stress…E como stressada que sou, meto-me logo a pensar em outras coisas que me stressam, como por exemplo os exames do final do ano, as médias, a universidade, o meu futuro, e vira literalmente tudo stress, não sei como é que eu consigo fazer tal proeza, mas sei que fico completamente sufocada e com vontade de desaparecer ou então, como já referi,  de cair num sono profundo. Nada me dá alento…nem o facto de estar quase a ir para Londres. Até à um tempo tinha a convicção de que ir para longe iria afastar os problemas todos, nem que fosse por pouco tempo, mas acho que caí para a realidade: os problemas perseguem-nos, para qualquer lado, não vale a pena fugir…mas suponho que vale a pena tentar ao menos.
   O que é ser feliz? O que é a felicidade?...Já nem sei o que estou para aqui a dizer, acho que estou a divagar já…
Bé Silvestre

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

feeling out of place

   Estou numa fase estranha da minha vida em que não sei o que e quem é importante para mim. Para ser sincera, não sei fundamentar isto correctamente, aliás, como sempre, pois sou do tipo de pessoa que não se sabe expressar bem, no entanto, vou tentar dar o meu meu melhor...eu adoro determinadas pessoas e considero-as importantes, mas, ao mesmo tempo parece que já não tenho"aquele clique" com ninguém, que já não há aquele interesse, que já não à aquele esforço por manter o contacto, que estou super afastada de todos...não sei. Talvez seja algo passageiro. Talvez não esteja a ver as coisas da perspectiva correcta. Ou talvez seja porque sinto que ninguém me compreende.
   Sinto que já não sei o que é importante para mim...já não sei o que gosto, o que quero para a minha vida, o que realmente importa...ando completamente à toa na vida. Sinto-me um "ET". Vejo toda a gente à minha volta conformada com a vida, sem qualquer tipo de questão acerca da sua existência e eu aqui, cheia de questões e dúvidas existenciais...Eu esforço-me por me integrar, juro que sim, mas sinto-me tão deslocada e não me identifico minimamente com a sociedade, o que me faz cada vez mais me afastar da realidade e ficar no meu mundo.
Bé Silvestre

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

doente

   Como é óbvio, o destino não me podia reservar coisas boas, por isso, aqui estou eu, doente. Ontem estava pior, acordei mesmo mal, nem sei explicar...hoje estou melhor, mas ainda assim, não estou bem, quer a nível físico, quer a nível psicológico... Na verdade, nem sei qual está pior...Odeio sentir-me assim. Odeio estar doente. É como se deixássemos a vida em pausa, mas o tempo continua a passar...tenho coisas para fazer e tenho de estudar e, obviamente, não consigo.
   Sinto falta de quando era pequena e alguém ficava sempre do meu lado quando estava doente. Agora é só uma casa a maior parte do tempo vazia. Ou melhor, os meus gatos fazem-me companhia, já não é mau.

Bé Silvestre